MUSEUS COMO AMBIENTES DE APRENDIZAGEM ATIVA: A INSERÇÃO DA MESA DIGITAL NO ENSINO NÃO FORMAL

  As exposições em Museus de História Natural têm aderido cada vez mais à tecnologias imersivas como grandes protagonistas, se alinhando a nova realidade digital e otimizando significativamente a experiência dos visitantes. Ao possibilitar a interação direta com conceitos complexos de maneira envolvente, recursos como o Lab Humanix tornam-se ferramentas estratégicas para a mediação do conhecimento. Essa ferramenta inovadora se revela, neste cenário, como uma solução tecnológica de alto valor educativo, aliando precisão científica, interatividade e representatividade na abordagem do corpo humano.

  Em museus contemporâneos a mediação requer, cada vez mais, recursos capazes de engajar públicos diversos e estimular processos ativos de aprendizagem. O Lab Humanix atende a essa demanda ao permitir que visitantes explorem o corpo humano em três dimensões, com a possibilidade de alternar entre diferentes etnias, sexos e condições clínicas. Essa proposta interativa e personalizável contribui para otimizar a percepção da diversidade biológica e sociocultural, promovendo uma educação científica mais inclusiva e significativa. 

  É importante ressaltar que a incorporação do Lab Humanix à exposições em museus também fortalece os vínculos entre educação formal e não formal, e sua integração com propostas curriculares e roteiros pedagógicos permite que as visitas escolares sejam mais contextualizadas e aproveitadas como extensões dos conteúdos abordados em sala de aula. De acordo com Santos e Almeida (2021), a mediação educativa em museus é mais eficaz quando articulada com os objetivos de aprendizagem da educação básica, potencializando a interdisciplinaridade e o pensamento científico.

  Dessa forma, com a presença da Mesa Digital de Anatomia em seus acervos, museus de História Natural não apenas modernizam suas práticas expositivas, mas reafirmam seu papel como espaços de formação cidadã e alfabetização científica. A tecnologia revela-se, assim, um elo entre o conhecimento e a experiência, oferecendo aos visitantes uma vivência imersiva, educativa e transformadora.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CURY, Marília Xavier. Ética e museus: reflexões sobre o tratamento de restos humanos em acervos científicos. Cadernos Museológicos, v. 8, n. 2, p. 120–135, 2019. Disponível em: https://cadernosmuseologicos.museus.gov.br. Acesso em: 23 jul. 2025.

OLIVEIRA, Karina F.; COSTA, Luiz R. Educação científica e tecnologias imersivas em museus: experiências de aprendizagem interativa. Revista Museologia e Patrimônio, v. 13, n. 2, p. 44–62, 2020. Disponível em: https://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br. Acesso em: 23 jul. 2025.

SANTOS, Juliana M.; ALMEIDA, Tiago C. Museus e escolas: contribuições da mediação científica para o ensino de Ciências Naturais. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, v. 14, n. 3, p. 81–98, 2021. Disponível em: https://revistas.utfpr.edu.br/rbect. Acesso em: 23 jul. 2025.

BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Plano Nacional de Educação em Ciências. Brasília: MCTI, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/mcti. Acesso em: 23 jul. 2025.