Alguns desafios no cenário do ensino de Anatomia Humana nas escolas privadas têm sido crescentes e emblemáticos, como o de se articular rigor científico, atratividade didática e viabilidade estrutural. Pensando nisso, o uso de tecnologias interativas como o Lab Humanix representa uma mudança paradigmática necessária, reunindo personalização e inovação pedagógica em um único recurso. Essa proposta não apenas moderniza o ensino, mas também determina uma abordagem mais inclusiva, segura e eficaz da ciência no cotidiano escolar.
A Mesa Digital apresenta funcionalidades que integram visualização apurada de sistemas, órgãos e tecidos de forma interativa, possibilitando um entendimento palpável e profundo não apenas sobre anatomia, mas também sobre fisiologia. A partir desta configuração, a ferramenta permite com que os alunos superem plenamente a dicotomia entre teoria e prática, um desafio historicamente persistente no cenário educacional, principalmente no estudo de Ciências.
Quanto a questões que remetem a ética, a substituição de peças biológicas ou cadáveres por simulações digitais elimina riscos sanitários e barreiras legais, ao mesmo tempo em que garante o respeito à dignidade humana. Como ressaltam Dyer e Thorndike (2000), tecnologias que evitam a exposição direta a cadáveres preservados com agentes tóxicos favorecem ambientes de aprendizagem mais seguros e apropriados para a faixa etária da educação básica. A Mesa, nesse sentido, delineia um ensino de Anatomia viável mesmo em instituições sem laboratórios físicos estruturados, fomentando a democratização do acesso a esta natureza de conhecimento.
Portanto, ao adotar a Mesa Digital de Anatomia em seus currículos, escolas privadas divulgam uma formação científica mais ética, acessível e conectada à diversidade dos sujeitos em formação, dando contornos a um novo paradigma que fortalece o papel da escola na construção de saberes críticos e tecnologicamente atualizados.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOTELHO, M. N.; SILVA, M. C. Representatividade corporal nos materiais didáticos de ciências da saúde: uma análise crítica. Revista Educação em Questão, v. 55, n. 47, p. 141–159, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao. Acesso em: 21 jul. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 21 jul. 2025.
DYER, G. S.; THORNDIKE, M. E. Quidne mortui vivos docent? The evolving purpose of human dissection in medical education. Academic Medicine, v. 75, n. 10, p. 969–979, 2000.
ESTAI, M.; BUNT, S. Best teaching practices in anatomy education: A critical review. Annals of Anatomy, v. 208, p. 151–157, 2016.



