Nas escolas públicas do Brasil, o ensino de anatomia é historicamente atravessado por desafios estruturais e didáticos. A ausência de laboratórios, a limitação de materiais físicos e o caráter abstrato dos conteúdos, por exemplo, comprometem o engajamento dos alunos e dificultam a compreensão de temas como a organização do corpo humano, a função dos órgãos e a inter-relação entre os sistemas corporais, considerando morfologia e fisiologia.
À vista disso, o Lab Humanix, apresenta-se como uma solução completa capaz de contribuir para a superação efetiva dessas barreiras, endossando uma aprendizagem interativa e acessível, responsável por despertar o interesse dos estudantes pelas Ciências da Natureza.
A Mesa permite visualizar, de forma tridimensional, os tecidos, os seus principais órgãos e os sistemas que eles compõem, associando imagem e movimento em simulações fisiológicas altamente realistas. Essa abordagem favorece a aprendizagem ativa ao permitir que os estudantes manipulem modelos digitais, isolem estruturas, comparem imagens de peças reais com modelos virtuais e realizem simulações diagnósticas. De acordo com Estai e Bunt (2016), o uso de tecnologias visuais interativas no ensino anatômico melhora significativamente o desempenho dos discentes, promovendo maior envolvimento e apropriação conceitual.
Nas escolas públicas, a adoção dessa solução viabiliza o acesso ao ensino anatômico de qualidade. Conforme Assis e Silva (2018), o uso de tecnologias digitais no ensino de Ciências multiplica as oportunidades de aprendizagem, principalmente em instituições com recursos limitados. A interatividade é, portanto, uma estratégia eficaz para engajar estudantes diante de temas complexos, tornando o processo de ensino-aprendizagem dinâmico e significativo. Não é à toa que o Lab está totalmente alinhada às competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), entre elas: o pensamento científico, a argumentação com base em evidências e a investigação orientada por problemas (BRASIL, 2018).
Além disso, a presença de recursos como animações fisiológicas, imagens histológicas e radiológicas, além de quizzes diagnósticos, torna a experiência de aprendizagem multifacetada e personalizada. Como apontam Paech et al. (2020), essas tecnologias contribuem para a formação de estudantes mais críticos e autônomos, os quais são capazes de interpretar informações científicas de forma contextualizada. Na prática, isso significa romper com métodos expositivos passivos e possibilitar que o discente atue como protagonista na sua jornada do conhecimento.
Considerando todos esses aspectos, o uso da Mesa Digital como ferramenta pedagógica em escolas públicas pode representar um importante avanço no processo de ensino das Ciências Biológicas. A interatividade não apenas engaja, mas também qualifica a aprendizagem, respeitando os princípios de acessibilidade, inclusão e ética. Em tempos em que a educação precisa dialogar com a tecnologia e com os interesses das novas gerações, recursos como o Lab Humanix anunciam um caminho promissor, transformando a sala de aula em um espaço de investigação e descobertas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ASSIS, L. G. F.; SILVA, G. D. Tecnologias educacionais e divulgação científica no ensino de Ciências. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, 2018. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br. Acesso em: 10 jul. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 10 jul. 2025.
ESTAI, M.; BUNT, S. Best teaching practices in anatomy education: a critical review. Annals of Anatomy, v. 208, p. 151–157, 2016.
PAECH, D.; SADER, R. et al. The role of 3D printing in anatomical education: A systematic review. Annals of Anatomy, v. 229, p. 151435, 2020.



